Cuidados com o Vestuário–Continuo usando para aventura!

Recentemente foi postado um vídeo na internet em que é questionada a segurança do novo vestuário escoteiro. Como usuário e defensor do novo vestuário, acho que é uma observação pertinente, a de que o tecido é sintético e pode se inflamar ao contado com o fogo, o que deve vir na etiqueta do fabricante.
Apesar disso, de forma alguma se invalida que o vestuário seja considerado como “equipamento de aventura”, pois a grande maioria dos equipamentos destinados a aventura é sintético e, em maior ou menor escala, sensível ao fogo – nylon, cordura, fleece… todos são sintéticos e nem por isso deixamos de usá-los, não é mesmo? 
Na maior parte dos fogos de conselho nós usamos jaquetas e japonas sintéticas. O cuidado é necessário, sempre será, mas o que devemos fazer é seguir alertando os cuidados.

Segue abaixo a crítica ao novo vestuário. Vamos tomar cuidado ao colocar os distintiovs e retirá-los. Eu coloquei os meus e do meu filho sem problema algum.

SAPS!
Altamiro

O NOVO VESTUÁRIO ESCOTEIRO É SEGURO?

“Vale ressaltar que a elaboração deste novo vestuário foi resultado de um longo e intenso estudo e de plena dedicação de voluntários e profissionais especializados, que em parceria com o Senai Modas de São Paulo, buscaram oferecer aos escoteiros um conjunto de peças com materiais de alta qualidade, que garanta maior resistência e conforto durante a realização das atividades. Outro ponto é que este vestuário, acima de tudo, deve traduzir nosso maior orgulho: o de sermos Escoteiros.” Fonte:http://www.escoteiros.org/noticias/noticia_detalhe.php?id=493

Sou escoteira desde 2008 (com muito orgulho!) e resolvi vir aqui para contar o que me aconteceu hoje, 24 de maio. Comprei o novo vestuário escoteiro, confesso que com certa resistência, mas aceitei a ideia, já que o meu chefe contou que em sua vida escoteira o uniforme já mudou algumas vezes e que isso faz parte do movimento. Além disso, como estou filiada a UEB, tenho que seguir suas regras. Devido a esses motivos, nunca reclamei da mudança nas redes sociais explicitamente.

Não sei se todos sabem, mas os distintivos estão vindo com uma cola, onde é possível que eles sejam colocados ou retirados com ferro de passar roupas ou vapor de água quente. Quando fui colar o distintivo Boreal hoje pela manhã com o ferro, o distintivo queimou um pouco, mas aceitei como um erro meu, pensando que seria um problema do ferro daqui.

Agora pela noite fui retirar um dos distintivos com vapor de água que fervi em uma panela. Assim que encostei a blusa na beirada da panela para o vapor chegar à parte de trás do distintivo para soltá-lo, a blusa pegou FOGO! Coisa de um segundo e que abriu o maior buraco. Algumas partes que não pegaram fogo encolheram e o queimado ficou com uma textura plástica. Admito isso como uma espécie de idiotice minha, já que encostei a blusa na panela. Fiquei indignada (e já chorei muito, rs), pois usei a blusa uma vez (que diga-se de passagem, custou 60 reais) e aconteceu isso. Mas então eu parei para analisar o caso. Só imaginei alguém num acampamento com a manga da camisa longa (que é a que meu grupo aderiu) pegando fogo acidentalmente e a pessoa com dificuldades para retirar a blusa. Nós, escoteiros, estamos em contato com fogo a todo tempo. Quando preparamos nossas refeições no acampamento no fogão à lenha ou no fogareiro e até mesmo no fogo de conselho. Imaginei se a blusa pegasse fogo com uma pessoa usando. Gente, isso é muito perigoso para todos nós!

Ainda tentando mostrar o que estou dizendo, fiz um vídeo queimando uma tira do uniforme escoteiro e do novo vestuário. No uniforme escoteiro o fogo durou 24 segundos e se apagou quando chegou à metade da tira. No novo vestuário a tira se queimou quase completamente com 12 segundos. Ao final do vídeo mostro o que restou das duas tiras.https://www.youtube.com/watch?v=UqL9pp9bNC8

Enfim, achei isso o estopim e agora os questionamentos que eu faço: Essa é toda a resistência que eles estão garantindo para a gente? Vale a pena “aproximar da realidade dos jovens e modernizar nossa identidade” correndo esse risco? Ressalto que não venho para discutir as preferências de ninguém e que não sou contra a mudança do uniforme ou da modernização, pois a mudança faz parte da nossa vida, mas só vim compartilhar isso porque fiquei horrorizada de como o tecido se queimou e para avisar aos escoteiros tem que eles têm que se prevenir para que não ocorram acidentes maiores, principalmente nos acampamentos.

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13 Comentários on “Cuidados com o Vestuário–Continuo usando para aventura!”

  1. Vamos continuar usando, mas não vamos relativizar o problema. A ideia que a equipe de comunicação passou desde o começo era que esse vestuário foi desenhado para que pudesse ser usado em atividades, em “aventuras”. Como nossas atividades, ou boa parte delas, envolve fogo, comida mateira, fogo de conselho, fogareiro, fogueiras entre outros, não é feio que sejam levantadas as devidas ressalvas, principalmente porque envolvem segurança.

    Esse vestuário, pelo relato, fotos e vídeo apresentados pela srta, não pode ser usado em um ambiente que emita demasiado calor, vapor, pois o tecido derrete, encolhe, vira uma espécie de plástico e gruda; ou seja, tem um maior poder de combustão se comparado a outros tecidos. Qualquer produto que não funcione adequadamente perto de calor ou que acarrete risco a quem o usa deve vir acompanhado das devidas instruções.

    Se essas instruções vêm junto com a aquisição do vestuário, não há razão para preocupação. Porém, a autora do relato afirma que as instruções passadas a ela foram de que “os distintivos poderiam ser retirados com ferro ou vapor”, e o vestuário não suporta pelo menos a última sugestão. Portanto, atenção às instruções que estão emitindo, já que entendo que se algum acidente ocorrer, a associação pode, no mínimo, responder solidariamente pelo ocorrido.
    Abraço.

  2. Altamiro, com todo o respeito do qual você é merecedor de minha parte, mas desde que eu acompanho seu blog não tinha lido uma post tão sem “norte” e falacioso.

    Comecemos por este trecho:

    “Apesar disso, de forma alguma se invalida que o vestuário seja considerado como “equipamento de aventura”, pois a grande maioria dos equipamentos destinados a aventura é sintético e, em maior ou menor escala, sensível ao fogo – nylon, cordura, fleece… todos são sintéticos e nem por isso deixamos de usá-los, não é mesmo? ”

    Não importa se outros materiais de “equipamentos de aventura” são inflamáveis, isto não justifica um tecido tão frágil que se desmancha ao calor de vapor d’água como é o caso da camisa do novo vestuário. Estamos falando de um tecido que entrou em combustão com VAPOR e não indo diretamente ao fogo. Existe uma ENORME diferença entre uma coisa e outra. Nenhum dos tecidos que mencionou, incluso o nylon, derretem em contato com vapor.

    Ademais, nenhum Aventureiro (assim, como “A” maiúsculo) iria adquirir um equipamento/roupa feito de material tão vagabundo que pega fogo com poucos segundos exposto ao VAPOR. Vamos considerar, repito, que o relato da jovem (que conheço pessoalmente) não fala em FOGO e sim em VAPOR D’ÁGUA em um primeiro momento. Depois que ela testa as tiras no fogo.

    Outra coisa: o fato de outros equipamento de aventuras serem feitos com materiais sensíveis ao fogo não justifica que o novo vestuário, feito por especialistas, que demorou sei lá quanto tempo para ser desenvolvido pelo SENAI, tenha sido confeccionado em um material que derrete ao contato com vapor d’água. Tantas horas de projeto, estudos, testes para colocar no corpo dos escoteiros um vestuário cujo o tecido entra em combustão com VAPOR?

    Como é de seus conhecimento sou socorrista/resgatista voluntário, instrutor de primeiros-socorros, e meus macacões, assim como da minha equipe, são feitos de tecido “Rip-Stop” com tratamento anti-chamas. Como também trabalho com busca e salvamento aeronáutico, tenho um macacão de Nomex, tecido meta-aramida resistente às chamas e usados em roupas de combate a incêndios e uniformes de pilotos militares de aeronaves. Isto, meu amigo, se chama PROFISSIONALISMO, no que pese minha equipe não ter 80 mil associados como é o caso da UEB.

    Como ex-militar, especialista em sobrevivência, mateiro desde que me entendo por gente, NUNCA me aproximaria de fogo ou manipularia uma fonte intensa de calor usando casaco ou vestimenta de material sintético. Se usamos (usamos “quem”? Eu nunca usei.) japonas e jaquetas no “Fogo de Conselho”, quer dizer que os escotistas devem ser melhor instruídos sobre segurança em atividade, já que basta um vento, uma pequena brasa e, potencialmente, temos uma tragédia nas mãos. A irresponsabilidade deste ato, não justifica termos uma roupa com tecido tão inflamável.

    No mais, estamos falando de jovens entre 6 – 17 anos usando este vestuário. Será mesmo que devemos esperar lá muito cuidado por parte destes jovens? Não pensaram, no desenvolvimento “profissional” deste vestuário, que os usuários tem contato com fogo e elementos abrasivos em suas atividades?

    Seu texto foi do tipo “olha o avião”: deixou de lado a questão de que o primeiro evento de combustão se deu com VAPOR e se centrou no teste das fibras usando fogo.

    Vamos ver o que ela fala:

    “Agora pela noite fui retirar um dos distintivos com VAPOR DE ÁGUA que fervi em uma panela. Assim que encostei a blusa na beirada da panela para o VAPOR chegar à parte de trás do distintivo para soltá-lo, a blusa pegou FOGO!” (maiúsculas minhas)

    Será que se mandarmos este novo vestuário para o INMETRO, ele passaria em um teste de segurança para um “equipamento para aventura” e direcionado as atividades do Escotismo?

    Duvido muito.

    Esta é uma situação séria que, para variar, será tratada pelos órgãos de direção da UEB como algo menor, com falácias de todos os tipos e sem uma medida concreta. Outros textos falaciosos de autoridades escoteiras surgirão no decorrer da semana e a ENIC, certamente, irá procurar a jovem para dizer que ela agiu mal publicando o vídeo, que deveria ter procurado a UEB antes e todo o blá, blá de sempre.

    • harryferreira disse:

      Eu não acredito que o vapor tenha causado o fogo, o mais provável é que tenha aproximado o pano da panela que estava com água quente. Nesse caso é ainda mais perigoso do que parece o caso.

    • juli marques disse:

      Não foi o vapor d´água que queimou a gandola foi o fogo que estava por baixo da panela. Agora, diversas pessoas do meu grupo já estão usando o uniforme e passaram o ferro pra colar os distintivos, ninguém queimou nada. Emora eu discorde do novo traje, penso que seja uma questão de tomar certos cuidados.

  3. Olá Altamiro!
    Agradeço por divulgar meu texto e alertar as outras pessoas sobre o que aconteceu. Eu resolvi divulgar não só para ter cuidado ao colocar os distintivos, mas também para as pessoas terem cuidado em suas atividades escoteiras. Nós estamos em contato com fogo o tempo todo, e por algum descuido, pode acontecer algo pior. Então resolvi divulgar para que os chefes alertem seus membros. Não estou dizendo que ele deixe de ser usado (até porque já comprei o meu, rs. Ganhei outra blusa :D), é só para que os escoteiros estejam alertas a esse possível risco.

    • Altamiro Vilhena disse:

      Olá Patricia,
      Temos que estar atentos, como você disse. Um aviso na etiqueta já resolve o problema!
      Eu, minha mães e meu filho já somos usuários convictos do novo vestuário… Eu já usei uniforme, traje, mas o que mais eu gostei até hoje é este vestuário.
      Abraços,
      Sempre Alerta!
      Altamiro

      • Exatamente, um aviso na etiqueta já resolveria. É melhor prevenir agora do que ter maiores problemas depois.

        Usei o uniforme desde que entrei no movimento e no início não gostei da mudança por amar o outro mesmo. Agora já aceitei. Realmente ele é mais confortável que o outro. Infelizmente têm pessoas usando minha experiência para criticar o uniforme e colocar sob minha responsabilidade críticas da vestimenta que não falei. Minha preocupação não é com a existência ou não do vestuário, mas sim de ter maiores cuidados durante o uso dele nas atividades. Espero que as pessoas entendem isso. De alertar a todos sobre o possível risco. Eu já até comprei outra blusa. Não vou deixar de usar por causa disso (até porque meu grupo já aderiu).

        Agradeço muito mesmo sua compreensão, principalmente por você fazer parte da equipe nacional e defender o vestuário.

        Abraços,
        Sempre Alerta!

  4. Mauricio disse:

    Acho que o episódio pode servir de alerta para uma eventual melhoria do traje.

    Porém, nunca vi vapor d´água provocar combustão. Será que ela não se expressou mal? ao aproximar o traje da panela, não teria o fogo abaixo da panela e que as vezes sobre pelos lados ter atingido o tecido? Posso estar enganado, mas o vapor d´água causaria no máximo deformação no tecido; combustão nunca.

  5. O tecido se queimou ao encostar na panela quente. Ele não encostou no fogo. O vapor causou aquelas manchas/queimaduras perto do boreal. O buraco maior foi causado ao encostar na panela quente, não no fogo. Isso pode acontecer nas nossas atividades, quando os escoteiros preparam as refeições. Pelo menos no meu grupo, muitos retiram só a blusa, mas permanecem com a bermuda (que possui até mais poliéster que a blusa). Por isso é bom alertam a todos para que tirem o uniforme nesses momentos.

  6. Vamos ignorar que isso possa causar um acidente, vamos esperar que alguém estampe um vestuário derretido no corpo, e vamos discutir semântica; afinal, por óbvio ninguém quer perder investimentos em confecção e logística, muito menos afagos na equipe que o idealizou.

    É simples: o vestuário derreteu em um cenário comum aos escoteiros: perto da panela, de uma superfície quente, de um fogo ou de um vapor. O vestuário está sendo, de forma irresponsável, publicitado como “roupa para atividades escoteiras”, e não é assim. Como disse ao Altamiro Vilhena em off, ao menos publiquem uma nota alertando que o tecido é inflamável.

    Convenhamos, existe uma abismal diferença entre desenhar um equipamento de proteção para atividades e desenhar uma roupa “bonita e jovial”. A irresponsabilidade está em vender o segundo como se fosse o primeiro, ou como se os dois se juntassem ao mesmo conceito.

    Como vocês notam, foi uma jovem que relatou o problema. E parece que o mantra de “ouvir o jovem” só parece ser válido quando dirige elogios à associação. Quando relata um problema, começa uma campanha vil de atormentá-lo com sofismas, tal qual a campanha forçosa que a associação nacional se meteu para fazer valer esse novo vestuário.

    Há dúvidas? Pois leiam o relato.
    :::::::

    Temos alguns agravantes:

    Um de nossos chefes está atualmente na diretoria da região. Um chefe idealista, que está sofrendo com o que encontrou. Não vejo mais seus olhos brilhando como outrora. Outros 4 chefes participam de alguma nuvem (departamento) da região. Até solicitaram afastamento do nosso grupo para se dedicar às suas causas. 2 dos nossos chefes mais jovens participam da direção nacional. Outros 2 fazem parte da equipe de formação do distrito.
    TODOS ESSES NOVE CHEFES ESTÃO UTILIZANDO O NOVO VESTUÁRIO, POR ORIENTAÇÃO DA DIREÇÃO NACIONAL.
    E o que é pior, defenderam com unhas e dentes que a nossa chefia deveria utilizá-lo. Durante nosso Indaba de Grupo, muitos chefes ficaram encantados com a nova proposta. O discurso foi muito bem preparado. Somente um grupo pequeno de chefes continuou pensando como eu.
    Decidimos então promover uma apresentação, onde cada um dos grupos defenderia a mudança ou a manutenção. Na semana seguinte, cada uma das seções (exceto as alcateias) faria a votação, em assembleias de tropas. Para exaltar a mudança, um representante da nacional se disponibilizou a trazer uma apresentação com diversas imagens do novo vestuário, trazendo também todas as peças para serem manuseadas.
    Um casal de chefes preparou uma apresentação simples, mostrando, sem criticar o processo ou o vestuário, por que deveríamos continuar utilizando nosso uniforme caqui.

    RESULTADO:
    A tropa masculina optou pela manutenção do uniforme, com uma minoria votando pela mudança. A tropa feminina foi unânime na escolha da manutenção do uniforme. As tropas seniores guia e o clã pioneiro, também optaram pela manutenção do uniforme, por unanimidade.
    Eu realmente acredito que quando defendemos um ideal com o coração, é impossível não alcançarmos êxito!
    Nosso jovem chefe que atua a nível internacional fez o seguinte comentário: isto é um retrocesso! Nosso grupo é um exemplo, uma referência para muitos grupos. Como podemos continuar com o uniforme quando todos os principais grupos decidiram pelo vestuário?
    Espero que ele tenha razão. Espero que a nossa escolha possa sensibilizar outros grupos escoteiros a fazerem suas escolhas de forma consciente e independente de quaisquer influências.
    Desculpem-me pelo desabafo e obrigado pela oportunidade.
    Um forte abraço e um ótimo final de semana a todos!

    • O relato completo:
      :::::::::
      Bom dia queridos chefes,
      No início deste ano, não tivemos como escapar. Por pressão de um grupo de chefes, realizamos a votação para a escolha entre permanecermos utilizando o uniforme caqui ou adotarmos o novo vestuário.

      Temos alguns agravantes:

      Um de nossos chefes está atualmente na diretoria da região. Um chefe idealista, que está sofrendo com o que encontrou. Não vejo mais seus olhos brilhando como outrora. Outros 4 chefes participam de alguma nuvem (departamento) da região. Até solicitaram afastamento do nosso grupo para se dedicar às suas causas. 2 dos nossos chefes mais jovens participam da direção nacional. Outros 2 fazem parte da equipe de formação do distrito.
      TODOS ESSES NOVE CHEFES ESTÃO UTILIZANDO O NOVO VESTUÁRIO, POR ORIENTAÇÃO DA DIREÇÃO NACIONAL.
      E o que é pior, defenderam com unhas e dentes que a nossa chefia deveria utilizá-lo. Durante nosso Indaba de Grupo, muitos chefes ficaram encantados com a nova proposta. O discurso foi muito bem preparado. Somente um grupo pequeno de chefes continuou pensando como eu.
      Decidimos então promover uma apresentação, onde cada um dos grupos defenderia a mudança ou a manutenção. Na semana seguinte, cada uma das seções (exceto as alcateias) faria a votação, em assembleias de tropas. Para exaltar a mudança, um representante da nacional se disponibilizou a trazer uma apresentação com diversas imagens do novo vestuário, trazendo também todas as peças para serem manuseadas.
      Um casal de chefes preparou uma apresentação simples, mostrando, sem criticar o processo ou o vestuário, por que deveríamos continuar utilizando nosso uniforme caqui.

      RESULTADO:
      A tropa masculina optou pela manutenção do uniforme, com uma minoria votando pela mudança. A tropa feminina foi unânime na escolha da manutenção do uniforme. As tropas seniores guia e o clã pioneiro, também optaram pela manutenção do uniforme, por unanimidade.
      Eu realmente acredito que quando defendemos um ideal com o coração, é impossível não alcançarmos êxito!
      Nosso jovem chefe que atua a nível internacional fez o seguinte comentário: isto é um retrocesso! Nosso grupo é um exemplo, uma referência para muitos grupos. Como podemos continuar com o uniforme quando todos os principais grupos decidiram pelo vestuário?
      Espero que ele tenha razão. Espero que a nossa escolha possa sensibilizar outros grupos escoteiros a fazerem suas escolhas de forma consciente e independente de quaisquer influências.
      Desculpem-me pelo desabafo e obrigado pela oportunidade.
      Um forte abraço e um ótimo final de semana a todos!

  7. Apoiei a adoção do vestuário, e em nosso Grupo, em uma assembleia com ampla participação de pais e membros juvenis (lobinhos inclusive) discutimos sobre com que roupa nós que usávamos traje passaríamos a praticar escotismo, e o vestuário foi aprovado.
    Porém apesar de apoiá-lo não posso tapar o sol com a peneira. O processo de decisão foi errado? Foi. Na The Scout Association a mudança do uniforme em 2001 foi precedida de uma pesquisa envolvendo 46 mil pessoas dentro e fora do Movimento Escoteiro. Faltou transparência? Faltou, até o momento ninguém conhece o resultado da tal pesquisa. A implantação foi mal planejada? Foi, a erro de logística de numeração, etc.
    Porém o que mais me incomoda é que muito do que foi falado no lançamento em Recife não é real.
    1 – Inflamabilidade – foi dito que fizeram testes, inclusive comparando com o tecido da BSA que era made in Thailand e entrava em combustão fácil. Agora se vê que não é bem assim.
    2 – Resistência ao costura e descostura – Falou-se que foram feitos testes no tecido costurando e descosturando distintivos, agora os distintivos são termocolantes, por que será? Praticidade ou o tecido não aguenta o costura e descostura?
    3 – Padronização/uniformidade – Esta foi uma das grandes bandeiras, mas já repararam que tem calças/bermudas que os bolsos trazeiros tem botão e outras têm velcro? E que principalmente nestas peças há pequenas variações de modelagem?
    4 – Resistência do tecido – Algumas camisas após a terceira lavagem já apresentam um aspecto de velha, quando não desbotam e ficam manchadas, e não foi por falta de cuidado não.
    5 – Modelagem – este é um grande absurdo acertar o número que corresponde no vestuário é como acertar na loteria, mesmo tomando as medidas é raro aquele que acerta de primeira. Sem contar as proporções, estou usando bermuda todo o tempo porque se usar como calça fico com (como apelidaram) calça de palhaço, pois as pernas são muito largas.
    Porém o fato é que a nossa associação ao invés de reconhecer o erro, recolher as sugestões e implementar as mudanças necessárias para corrigi-los fica na defensiva e indiretamente fomenta o embate.
    Imagine como seria se ao invés de deixar rolar o assunto da combustão a Loja Escoteira Nacional entrasse em contato compatrícia, e trocasse a blusa dela. Isto se chama relações públicas. Depois pegaria a blusa e encaminharia para o SENAI mostrando que a pesquisa não foi completa e pediria a eles que apresentassem uma solução. A etiqueta com o aviso seria um paliativo, mas talvez a mudança mais recomendável fosse trocar a composição do tecido, aumentando a proporção de algodão.
    O que eu creio amigo Altamiro que de repente o vestuário vai se tornar a nossa compra de Pasadena. Os membros do CAN votaram seduzidos por um relatório incompleto, e todos estamos arcando com as consequências.

  8. Voltei para compartilhar a resposta que recebi da UEB, SAPS 🙂


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