Vamos ajudar os Escoteiros de Moçambique

A todos os Escoteiros  ….Meu nome eh Ademir Grein Gualberto. Sou brasileiro, tenho 26 anos, sou natural de Curitiba e há 2 meses resido em Inhambane, Moçambique. Sou Docente na Universidade Eduardo Mondlane ESHTI aqui mesmo em Moçambique. Leciono Lingua Inglesa e Pratica em Realização de Eventos. Em 2008,  junto a meu irmão e a um amigo, fundei o Grupo Escoteiro ECO em Campo Largo/Paraná. Fui escoteiro  e sênior durante uma boa parte da minha vida. Só não fui lobinho, no entanto já fui chefe de alcateia. Sai do Brasil dia 17 de dezembro de 2012 e aqui estou. Uma das causas da minha viagem foi um projeto que visa formar novos professores de inglês. No entanto, acabei me hospedando  a uma quadra de um orfanato chamado Estrela-Do-Mar, me apaixonei  e não consegui ficar longe deles. Agora ensino inglês às crianças e aos funcionários, pois frequentemente vem turistas perguntando se precisam de ajuda e estes não conseguem se comunicar. Também ensino violão, exercícios físicos e o que considero o mais importante que estou fazendo aqui: vivo com eles o escotismo.

Venho através desta carta pedir auxilio  a quem ela chegar e a quem interessar dentro do movimento (espero que você que esta lendo seja um dos destinatários), pedindo ajuda para estruturar um Grupo Escoteiro aqui na cidade de Inhambane. Venho acompanhado um orfanato local e levantado os problemas. Cheguei a conclusão de que o melhor método para auxiliar estas crianças eh  a Doutrina (opto por assim chamar) de Baden-Powell. , o escotismo. Os funcionários do orfanato são incrivelmente desmotivados (estamos trabalhando nisso também , e cabe às crianças mais velhas ajudarem a manter o infantário desde a limpeza do pátio a levar as mais novas a escola . Notei que o sistema de patrulhas empregado no escotismo vai poder dar uma guinada incrível na vida destes jovens.  Como sou educador, sempre busquei empregar nas minhas aulas fundamentos elaborados pelo grande educador Baden- Powell.  Acredito que o escotismo seja a solução não somente para este orfanato mas sim para  muitos, e arrisco a dizer  que eh um dos remédios contra a orfandade a nível mundial. Apoio mutuo, fraternidade, perseverança, disciplina, organização, afeto, carinho, aprender a viver sozinho e com pouco, buscar aprender por conta própria e buscar melhorar  por conta própria. Tendo ou não a colaboração da UEB, aplicarei a doutrina de B.P. chamarei os menores de lobinho, os maiores de escoteiros,, seniores pioneiros e chefes do mesmo jeito. Precisamos ter uma identidade jurídica a fim de sermos aptos a receber doações.  Já tenho o apoio do gabinete da mulher e bem estar social. Sua primeira ajuda será conseguir isenção de taxas alfandegárias para envio coisas do Brasil para Inhambane.  Solicitamos o apadrinhamento do Grupo Escoteiro ECO, pois devido a amizade já estabelecida e a facilidade de contato,  acredito que eles, juntamente com seus respectivos padrinhos serão nosso meio de contacto junto a UEB. Gostaríamos também de aproveitar e pedir seu apoio para nos aproximar da União dos Escoteiros de Moçambique. Em breve estaremos lançando  um videoclipe (improvisamos uma banda) para apresentar o grupo e o infantário em si.

O maior problema de um orfanato não eh a falta de recursos, e sim a falta de uma família. A falta de um sorriso amigo, um conselho, uma bronca, um abraço fraterno, uma historinha para dormir, uma ajuda nos devers da escola, alguém que cure seus machucados, ou que ensine amarrar os sapatos. Que com uma simples gesto transmita amor. E o que são os escoteiros alem de uma grande e linda família? O que um pai ou uma mãe tem a oferecer a uma criança que o escotismo, de alguma maneira improvisada (somos experts nisso) não consiga tapar a lacuna? Para quem não tem uma família convencional um grupo harmonioso vem bem a calhar.
As crianças raramente tem algum adulto, homem ou mulher, que lhes sirvam de exemplo de bom caráter e retidão. Eu não tive pai. Tive um  violento padrasto usuário de drogas pesadas por 8 anos. Hoje vejo que o escotismo contribuiu ativamente para contrabalancear os inputs recebidos durante meu desenvolvimento. Enquanto o exemplo do primeiro transmitia desequilíbrio, desrespeito, e  vícios sociais, morais e físicos, o segundo ensinava harmonia, respeito, honestidade, fraternidade e muitas outras virtudes.  Sei que algumas das referencias masculinas  foram os chefes  Donato e Valmir, dois grandes homens que me inspiravam e estimulavam meu intelecto. Passavam-me uma sensação de proteção extra, pois sabia que la estariam para o que der e vier, assim como todos os membros do grupo. “Um por todos e todos por um”, eu sabia que na hora em que eu mais precisasse não estaria sozinho. Assim como no momento sei que não será sozinho que auxiliarei o desenvolvimento destas mais de 35 crianças  do Estrela-Do-Mar Eis que vem o escotismo  (todos), ao meu auxilio (um). 

O sistema de patrulhas, alternância de lideres e distribuição de funções ajuda essas crianças a  sentirem –se uteis, importantes e ainda mais fortalecidos. Venho percebendo que a cooperação entre as crianças transcende o período de atividades e atinge o dia a dia. Notei que as crianças da mesma patrulha estão andando juntas na rua, brincando juntas e se preocupando umas com as outras.
Ao ensinar o significado da saudação escoteira, o que mais frisei foram os dedos que menos aparece: o maior protege o menor. Tenho tido jovens seniores ajudando as “titias” do orfanato a cuidar dos bebes cobertos de ferida e mosca. Tenho visto  os mais velhos dando bronca no mais novo que bateu no amiguinho. Tenho ouvido seniores reclamarem desvio de comida dos bebes por parte de um ou outro funcionário.
Os jogos escoteiros  tiram as crianças do ócio. Antes apenas jogavam bola, agora passam a semana inteira brincando com as atividades ensinadas no sábado a tarde.
Quando tive a ideia, não consegui não gargalhar de alegria, olhar para o céu e dizer “Baden Powell seu velho maroto! Você criou as leis escoteiras pensando nos órfãos, não foi?” Um jovem que cresce norteado por leis tão nobres tem seu potencial aumentado e dirigido para o bem. Os acampamentos são cursos intensivos de moral, ética, convivência, fraternidade e sobrevivência. Eu, que tinha comida em casa já valorizava os ensinamentos de sobrevivência, imaginem estes meninos carentes na Africa. E aqui há muitos lugares interessantes para explorar. Eu achei uma sede que seria perfeita. Eh um complexo esportivo publico que foi abandonado, ninguém utiliz. Fica a beira-mar e tem um banheiro publico inutilizado. Pois esse banheiro publico tem 3 salas (feminino, masculino e balneário) perfeito para tropa sênior, escoteira e lobinhos futuramente.
A ideia eh não somente trabalhar com as crianças do orfanato, mas ser um grupo aberto a comunidade, pois isto permitira o intercambio e o desenvolvimento do grupo. O submonitor de uma patrulha sênior eh um imigrante alemão que aqui reside. Sua mãe eh nossa maior contribuinte. A nossa mãe de apoio.

Bem, eh mais ou menos isso… recorro a todos pois preciso de ajuda com material, documentação, burocracia, elaboração de atividades, sugestões,  envio de voluntários e  algo especial: Gostaria que alguns grupos escoteiros , ou só um ou mais, gravassem “palestras” em vídeo ensinando as leis, os nos, a vida de BP, primeiros socorros, historia do escotismo, como cozinhar comida mateira, como planejar um acampamento, improvisar uma barraca..ou seja, qualquer coisa que possam gravar e ensinar aos escoteiros daqui. Dia 3 de marco receberei uma visita vinda do Brasil. Ela pode trazer os vídeos, ou estes vídeos poderiam estar no youtube. Acho importante que as crianças daqui estabeleçam um contato com as crianças daí. Nos também criaremos vídeo ensinando o que sabemos de melhor.

E quem quiser vir ajudar, passar um mês de férias ou mais, venha que arranjo acomodação. Com 3.000 reais vem e volta tranquilamente, e ainda pode comer bastante.

Sempre alerta, precisamos de vocês!  procurem no Facebook Ademir Akuma Grein e me acharão! Meu e-mail é aircraftagg@hotmail.com..obrigado!

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Como aumentar a participação de todos no CAN?

Amigos,

Estou preparando um estudo sobre formas de aumentarmos a participação de todos junto ao CAN. Aguardo contribuições e sugestões sobre de que forma isso pode ser feito. Fiquem a vontade para opinar.

SAPS!

Altamiro


Escoteiros do Paraná lançam Política de Prevenção ao uso de Drogas

Na última semana foi aprovada na Regiáo Escoteira do Paraná a Politica Anti-drogas da UEB-PR. Esta parece ser uma boa idéia para nossa instituição.

O amigo Marcelo Magraf envia o link onde está disponibilizada:.
http://www.escoteirospr.org.br//arquivos/down/politica_enfrentamento_problemas_relacionados_com_drogas___ueb_pr.pdf

O companheiro Ricardo Stuber envia outros links para quem se interessar na área:

Reino Unido: http://www.scoutbase.org.uk/library/hqdocs/facts/pdfs/fs185092.pdf

Canadá: http://sunshine.scouts.ca/bpp/Section%201000.pdf

Estados Unidos: http://scouting.org/scoutsource/HealthandSafety/GSS/gss04.aspx

Fiquem a vontade para enviar seus comentários e sugesões sobre o assunto.

SAPS!

Altamiro


CAN discute o Certificado de Qualidade Legal

Os Conselheiros do CAN estão discutindo – via virtual – o Certificado de Qualidade Legal. Dentre as propostas enviadas até agora, sugeri que as comprovações de IPTU e IPVA em dia também sejam enviadas pelas Regiões.

Você tem alguma sugestão? Toda idéia sempre será bem vinda.


Nova versão do POR

Sabe aquela sua idéia que você tem certeza que tem que ser colocada em prática e que será útil para todo Escotismo Nacional?

Pois é. Agora é a hora de apresentá-la e contribuir efetivamente com a União dos Escoteiros do Brasil.
Dentro de um processo de participação cada vez maior de todos os representantes da UEB, pela primeira vez o POR estará sendo revisado não apenas pelos integrantes do Conselho de Administração Nacional, mas POR VOCÊ!

Entre 01/02 e 01/04 o CAN receberá sugestões de qualquer associado pelo e-mail ueb.novopor@escoteiros.org.br . Envie sua sugestão que será devidamente analisada. Lembre-se de justificá-la e enviar seu nome completo, registro, Grupo Escoteiro e sua função no Escotismo.

 

 


Sua participação no CAN é fundamental

Você já parou para pensar que o presidente da DEN é escolhido por você também? E aliás, VOCÊ até pode ser o presidente da Diretoria Executiva Nacional.

O Presidente da Diretoria Executiva Nacional da UEB é escolhido por indicação do Conselho de Administração Nacional. Dentro do processo de escolha, TODO ASSOCIADO DA UEB pode ser o indicado, tendo sido aberto um chamamento convocando os voluntários para ocupar este cargo de importante responsabilidade e dedicação.

Um dos candidatos este ano foi Antonio Felipe, também conhecido como Bander, escotista do município de Macaé e representante da UEB no Conselho Nacional da Juventude.

Embora Bander não tenha sido escolhido para presidir nossa instituição, sua participação mostra a abertura do processo democrático. Ele mora no interior do Estado do Rio e não veio representando a sua região e nem mesmo a modalidade do mar, onde atua. Veio por acreditar que pode ajudar a UEB a se tornar uma instituição cada vez melhor. E é isso que precisamos. Colaboração dos escotistas em todos os níveis.  A UEB tem seus processos bastante abertos, mas contudo ainda muito invisíveis. E quero ajudar a trazer esta visibilidade, de forma a todos conhecerem como participar.

Por exemplo, todos podem não só participar das reuniões do CAN como também acompanhar o seu desenrolar através das atas que são publicadas no site da UEB (a última ainda está em fase de revisão). Todos podem então saber o que está acontecendo e contribuir nas ações de diversas formas. Veja só:

a) as comissões ligadas ao programa (uma de cada ramo e modalidade, especialidades) possuem representantes de todas as regiões. Mesmo os que não são indicados pelas regiões podem colaborar com suas idéias e sugestões, entrando em contato direto com o coordenador de cada área.

b) as comissões ligadas as atividades (atividades comunitárias, JOTI, JOTA, meio-ambiente, espiritualidade) tem sua forma de gestão bastante abertas. Todas contam com oportunidades para representantes regionais e também com a opção de apresentar suas propostas diretamente para equipe. Todos podem participar também multiplicando as atividades no nível local.

c) assembléias nacionais – as assembléias são oportunidades para participar de seminários sobre programa, atividades e mesmo sobre formação de adultos. Nas assembléias sempre acontece também a primeira reunião do CAN no ano, que, como foi dita, é aberta.

d) os conselheiros do CAN estão em várias regiões. Além dos conselheiros eleitos há representantes de cada região geográfica: sul, sudeste, norte, nordeste e centro-oeste. Procure o representante mais próximo de você e tire suas dúvidas, envie suas sugestões e veja como colaborar de forma mais efetiva.

e) seu grupo tem direito a representantes na assembléia regional. Candidate-se ou cobre do seu representante a sua participação. Ele deve voltar ao grupo e contar o que aconteceu, quais foram as propostas e pautas apresentadas e votadas. Depois faça o mesmo com os representantes regionais. Exija que ele o represente, pois ele foi eleito com o voto de sua região. Pela mesma lógica cobre dos representantes nacionais, que são os conselheiros eleitos para o CAN.

Bom trabalho. O CAN depende de você também!

SAPS!
Altamiro


GT do CAN

Amigos,

Viajo hoje para a Aldeia Flechal e só retornarei dia 11.

Até lá fica a reflexão sobre o tema que estamos discutindo no GT2  “Plano de Gestão Nacional Integrada”. Estas reflexões vão alimentar a discussão que acontecerá na prática no final de agosto, quando teremos a próxima reunião do CAN.

Nosso GT deve analisar se a estrutura organizacional (CAN, DEN, Conselho Consultivo, DER’s Direções dos GE´s) que temos hoje favorece a integração das direções nacional, regional e local.

Diante desse foco segue uma série de questionamentos para debate, elaborados pela coordenadora de nosso GT Cristine Ritt. Se quiser “refletir” e enviar seus pensamentos, com certeza irão contribuir dentro do processo que estamos passando. Prometo responder assim que retornar da aldeia.

Abraços,
SAPS!

Altamiro

Nosso organograma favorece a integração? Se favorece porque não integram?
Qual o papel dos representantes de área no CAN? Qual o papel dos Jovens
Líderes no CAN? Qual a função do conselho consultivo? As direções regionais
se sentem apoiadas nessa estrutura? Os grupos escoteiros sentem-se apoiados
nessa estrutura? Há a necessidade dos escritórios regionais? As regiões
funcionam como escritórios regionais da UEB? A forma de comunicação entre as
regiões e os grupos, entre as direções nacional e  regionais favorecem a
integração? As comissões da DEN (programa, adultos, etc) tem uma
representatividade nacional? Há transparência nas ações das direções
nacional, regional e de grupo?

Qual o suporte dado aos ER pelo EN? Como a UEB colabora com os ER’s? A UEB
acompanha o trabalho realizado pelas regiões? O nosso relatório nacional
inclui o realizado pelas regiões? As regiões tem autonomia? Isso é bom ou
ruim?

Os grupos escoteiros percebem a força da nossa organização? Quais as
contribuições dos ER´s para a gestão dos GE´s? Qual apoio dados pelos ER´s
para os GE´s? Como deveria ser o apoio do ER´s aos GE´s?